[Retorno as atividades] Reflexão - O Brasil paga hoje o preço de anos de sucateamento de suas Forças Armadas
Si vis pacem, para bellum. "Quer paz, prepara-te para a guerra". Essa frase ao certo não se sabe a autoria, apesar de ser especulada na atribuição à Flávio Vegécio (cidadão romano e escritor da alta sociedade de Roma). A frase em si é uma amostra de que para aqueles que proclamam e defendem a paz, devem estar preparados para defendê-la dos seus inimigos. Com isso em mente, analiso que o Brasil não seguiu o ditado, desde que se entende como país. O presente texto será breve e direto, sem grandes raciocínios, apenas uma reflexão sucinta sobre os desdobramentos que até então temos visto da crise venezuelana em nossa fronteira. Caso queira mais detalhes, sugiro ler o artigo: ANÁLISE DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS NA AMÉRICA LATINA NO CASO DE VITÓRIA DE BOLSONARO.
Podemos iniciar nossa reflexão observando a total inexperiência de nossa diplomacia e nossos pensadores estratégicos no trato com crises geopolíticas. Essa inexperiência é retratada na fala de William Waack em um de seus vídeos do youtube onde classifica o Brasil "numa fria" e sem saber o que fazer frente à crise. Contudo, divergindo um pouco da análise de Waack, na verdade não há muito o que se fazer. Pois já ficou claro que Maduro não sairá por meios pacíficos e o ditador sabe da ineficiência tanto brasileira quanto colombiana no campo militar. A Colômbia por se tratar de um serviçal dos EUA no continente, caso optasse por uma empreitada militar, essa seria vista muito mais como um avanço estadunidense à Venezuela: Tudo que o dito presidente deseja para justificar-se no poder.
Já no caso brasileiro, o que Maduro sabe (e aprendeu bem com as guerras dos anos 2000 - Iraque e Afeganistão), é que a superioridade aérea é o que comanda os conflitos nesse momento histórico que vivemos. Logo tratou de proteger seus ares de possíveis ameaças como os caças ultrapassados Kfir e F-16 da Colômbia e os ainda mais ultrapassados F-5 e A-1 brasileiros. Como a opção de investida norte-americana é improvável por reforçar o regime do ditador venezuelano em torno de um sentimento de defesa da Pátria, a melhor opção (caso uma campanha militar fosse viável) seria o domínio dos ares pelas forças do Brasil. Mas como não fizemos o dever de casa (ainda mais agora com o apoio russo à Venezuela) os caças Su-30 Mk2 são os mais temidos da região e ainda são apoiados pelas poderosas baterias antiaéreas S-300. Por fim, até que os tão esperados Gripen NG brasileiros cheguem, milhares já terão morrido de fome ou nos confrontos internos do país vizinho.
Será que dessa vez aprenderemos a lição?

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