O Terrorismo desembarca no Brasil: Estamos prontos para as Olimpíadas?
Chegamos ao evento que deveria consagrar o Brasil como o país da atual década. Desde o início da década de 2010, o país tem recebido grandes eventos internacionais e se colocado como uma excelente região que é hospitaleira, recebe turistas bem (a despeito da criminalidade e dos preços absurdos), e não podemos esquecer das belas mulheres brasileiras e do futebol - que são sim a vitrine do Brasil -. E antes que se pergunte o porquê da afirmação de já termos começado os Jogos Olímpicos, a questão é: Os atletas já começaram a chegar, e os turistas também, portanto a movimentação em torno do evento já foi iniciada. Apesar de termos passado praticamente incólumes na Copa do Mundo em 2014 (no que diz respeito a tragédias de grandes proporções e atentados), as Olimpíadas prometem um cenário mais tenso e mais propenso para que um evento trágico ocorra.
Nesse artigo, irei me debruçar no motivo pelo qual o Brasil entrou sim na alça de mira do terrorismo internacional (as recentes prisões de brasileiros ligados a organizações terroristas é uma evidência), e também buscarei observar as vulnerabilidades que o nosso país enfrenta nos órgãos de segurança (a aparente calma das autoridades não é o que se passa nos bastidores e irei explicar isso). Para tanto, vou fazer um breve retrospecto social e cultural do país para mostrar como o Brasil é sim um país que não compactua com terrorismo, ações extremistas e se posiciona ao lado dos principais alvos de organizações como o Estado Islâmico (EI).
Brasil: O segundo maior gigante do Ocidente
![]() |
| O Cristo Redentor, uma das 7 maravilhas do mundo, exemplifica a tradição cristã no Brasil. |
Hoje o nosso país tem mais de 200 milhões de pessoas, e acredita-se que esse número irá crescer mais um pouco antes de começar a diminuir. Dessa população total, segundo o IBGE no último Censo, o Brasil possui 86,6% de pessoas cristãs (dentre praticantes e nominais, católicos e protestantes), ou seja, mais de 170 milhões de pessoas se identificam com o cristianismo. Isso coloca o Brasil como o segundo maior país cristão do Ocidente - ficando atrás apenas dos Estados Unidos -. Mas por que essa informação gratuita? Ela será fundamental para entender como o país está realmente posicionado do ponto de vista religioso-ideológico hoje.
Com isso em mente, cabe analisar o histórico social do país e observar quais as implicações isso traz. O Brasil sempre foi um país que em momentos nos quais se viu obrigado a sair da sua "eterna neutralidade", posicionou-se ao lado das potências do Ocidente (Estados Unidos, Reino Unido, França, etc.). Os exemplos são inúmeros, vou citar apenas dois casos que vejo como bem claros. O primeiro foi o clássico impasse brasileiro no período da Segunda Guerra Mundial, quando possuía um regime bem identificado com os países do Eixo, porém decidiu (seja por força de diplomacia, ameaça, arranjos geopolíticos ou qualquer outro artifício) ficar ao lado dos EUA.
Outro exemplo emblemático e até mais atual foi o caso das Malvinas/Falkland. O Brasil não se posicionou abertamente no conflito, como todos sabemos. Mas esse conflito que envolveu um aliado tradicional do país (a Argentina) contra um outro aliado histórico e muito poderoso (o Reino Unido) fez com que o país digamos que "lavasse as mãos" quanto às atitudes de Buenos Aires e os deixassem à própria sorte para peitar um país extremamente superior militarmente. E porque esse caso é importante? É fundamental observar o posicionamento brasileiro ao longo dos anos, como aliado das potências do Ocidente - o que impedia o Brasil a tomar o partido da Argentina -, mas também não podia se colocar contra um vizinho importantíssimo o que levaria a uma provável instabilidade regional - o que impedia o Brasil a tomar o partido do Reino Unido -. Dessa forma, a posição neutra foi a coerente e comprovou mais uma vez que nosso país não é um antagonista geopolítico do centro do Oeste.
Além dessa questão, o Brasil (apesar de suas prisões que são mais masmorras, e das suas cidades que são mais arenas urbanas), sempre discursa a favor dos direitos à liberdade de expressão, liberdade religiosa, de opção sexual, igualdade entre todos, etc. Esse discurso é um tanto quanto oposto ao que os grupos extremistas terroristas pregam (sejam islâmicos ou não). Sem entrar na polêmica quanto ao real usufruto desses direitos no Ocidente e a prática do discurso, o Brasil não se coloca como aliado de ações violentas, extremas, das quais possam surgir conflitos - seja por comodidade ou por ideologia -.
Com isso em mente, por mais que de forma menos autêntica que países do centro ocidental, somos defensores daquilo que o EI e outras facções terroristas são contrários e querem destruir, assim não seria incoerente ou inimaginável o Brasil entrar na mira de atentados terroristas, principalmente num momento em que estará no centro dos holofotes com os Jogos Olímpicos.
A Segurança do Brasil - Um novo-velho tema.
Segurança no nosso país sempre foi tema de jornais e revistas. Nossas metrópoles violentas, nossas prisões que funcionam mais como academias de criminosos, nossos políticos que não resolvem um problema que poderá trazê-los à tona como réus, e nossa sociedade que reproduz cronicamente a violência.
Mas não é apenas de segurança pública que se trata agora. Com o Brasil se expondo cada vez mais internacionalmente e se abrindo para o mundo, segurança passa a ser tema que deve ser tratado não apenas localmente, uma questão de Estado e internacional. A verdade era que isso já deveria ter sido tratado dessa maneira há muito tempo, pois nosso país é sabidamente rota de tráfico dos mais diversos produtos (drogas, armas, pessoas, etc.). Entretanto, como não foi algo que ganhou as páginas da mídia de forma contundente, e muito menos um problema levado a sério pelos países europeus e pelos EUA, nunca foi tratado como um assunto de Estado.
Porém os últimos acontecimentos no mundo todo com pessoas que surgem do nada dizendo-se seguidores principalmente do EI e, no nome do grupo, realizando atentados inesperados e violentos, esses eventos colocaram o Ocidente em estado de alerta e tensão quase que incessante. Afinal, não se sabe quando e tampouco onde o próximo atentado ocorrerá. Dessa forma, literalmente com pessoas de todos os países do mundo, o Brasil entendeu que não poderá (ao menos durante as Olimpíadas) tratar o tema segurança como algo banal e corriqueiro. Com isso, Brasília vem buscado se preparar para garantir a segurança de atletas, turistas e (pelo que vejo nos noticiários) em última prioridade dos brasileiros. Aí vem a pergunta que mesmo sendo lugar-comum não deixa de ser pertinente: O Governo está preparado para agir em defesa do país num eventual atentado? A minha resposta partirá da própria pergunta como demonstro adiante.
Pronta-resposta a eventos trágicos: Estamos preparados?
Verdade seja dita, quando pensamos em atentados terroristas, e nos colocamos a imaginar como seria a reação estatal brasileira a um evento desses, o início do raciocínio já está errado. O erro consiste em considerar que a força do Estado precisa reagir a uma provocação, pois se os órgãos de segurança estiverem realmente fazendo o dever de casa, não seria necessário o ato reativo, mas sim o preventivo. Uma prova disso é a exibição de prevenção que temos visto com a prisão dos brasileiros supostamente envolvidos com terrorismo. O governo não escondeu em nenhum momento as ações como forma de demonstração da capacidade real preventiva do Brasil. Entretanto, a realidade é que na luta contra o terror, o inimigo é invisível, o que não garante que o grupo (se realmente planejava ataques terroristas nas Olimpíadas) foi totalmente desarticulado (apesar da arrogância - do meu ponto de vista - das autoridades federais chamá-los de amadores, ainda pode haver alguém escondido esperando o momento de atacar).
Mas não bastasse isso, o EI tem demonstrado principalmente com os últimos ataques na Europa, uma capacidade de atrair pessoas do Ocidente para sua causa e ainda realizar seus atos sem nenhuma vinculação a uma liderança. Isto é, as células atuam de forma independente, o que dificulta a captura dos líderes. Essa tática descentralizada é o principal fator que dificulta o combate ao grupo. E, entendendo isso, uma pronta resposta a um eventual ataque não é garantia de impedir futuros eventos (vide os casos europeus dos últimos meses).
Mas há outros fatores que somos mais familiares e que também colocam em xeque a capacidade dissuasória das forças de segurança e defesa do país. Vou tratar de dois aqui: um será as condições humanas das tropas, e depois as condições instrumentais. Primeiro, no que diz respeito ao pessoal - militares das Forças Armadas (FA), policiais e agentes de segurança - o Brasil possui uma carência extrema no que concerne ao treinamento, capacitação e motivação. Como assim? Bem, quanto a policiais nem preciso falar muito. Principalmente da polícia do Rio de Janeiro, extremamente mal remunerada, com homens e mulheres sobrecarregados, estressados e sem o devido treinamento para situações extremas - basta lembrar do caso do ônibus 174 -. Quanto aos agentes de segurança (me refiro a órgãos públicos civis que participam da força-tarefa de segurança das Olimpíadas), de modo geral a administração pública no Brasil nunca trabalhou de maneira coordenada como está sendo exigido agora nos jogos do Rio. Com isso, trabalhar inúmeras chefias, diretorias e lideranças de forma afinada é praticamente impossível, e esses órgãos civis não estão acostumados a lidar com a participação e ingerência militar nas suas atividades - em muitos casos isso é até mal visto, como resquício dos traumas ditatoriais que vivemos no século passado. E, finalmente, as FA brasileiras são corporações voltadas para o objetivo da Defesa Nacional. Essa tarefa constitucional é feita atualmente por pessoas que - assim como os PM's e os policias civis da maioria do Brasil - são subremuneradas, mal treinadas para lidar em situações de contensão urbana sem o ferimento de inocentes - afinal são preparadas para a guerra -, e de modo geral, no meio militar existe uma animosidade constante entre o quadro de praças e oficiais. Essa animosidade leva a uma desunião da tropa e consequente diminuição da eficácia do seu papel defensor, com possíveis insubordinações, a famosa "má-vontade" e a falta de satisfação pelas patentes mais baixas.
Dei aqui algumas pinceladas sobre problemas que eu sei que as pessoas responsáveis pela segurança das Olimpíadas passam, mas há os fatores instrumentais também. E o que seria isso? São os instrumentos colocados à disposição para que essas pessoas façam cumprir seus papéis de provedores de segurança. Para um policial, seria uma arma com a manutenção em dia, com munição (seja de contensão ou munição real), para os agentes de segurança são todos os instrumentos em suas mãos para efetuar a vigilância e o suporte às forças ostensivas, e para os militares é todo o aparato bélico que o Brasil dispõe para uso. Entendido isso, sabe-se que constantemente, nos conflitos de morros e favelas no Rio, as forças policiais quase sempre são superadas por milicianos e traficantes no quesito "poder-de-fogo". Armas velhas, o famoso 38 e as pistolas PT Taurus usadas pelas polícias de modo geral lutam contra fuzis de grosso calibre, metralhadoras .50, entre outras armas usadas pelos bandidos. Além disso, o novo inimigo que começa a aparecer - o terrorismo - é estranho para os policiais, por mais que já lutem com bandidos armados até os dentes, a tática terrorista é bem diversa de criminosos. Passando para os militares das FA, a realidade não muda muito, a despeito de serem muitas vezes os salvadores quando a polícia local não consegue conter uma escalada de violência, a exibição de força vistas pelos tanques que por vezes sobem morros são a única demonstração possível, além de armamentos igualmente ultrapassados, muitos ex-militares já foram pegos trabalhando para milícias e grupos traficantes, etc. Há ainda a realidade também da incapacidade de reação aérea no caso de um evento semelhante ao 11 de setembro nos Estados Unidos. Isso se deve ao fato do processo de acionamento da Defesa Aérea ser mais lento do que a determinação de um terrorista suicida em jogar um avião contra algum alvo, bem como a obsolência das aeronaves do Brasil que, segundo fontes internas, são incapazes de dispararem um míssil sequer atualmente por diversos problemas técnicos.
Muitos problemas pelo que vimos, mas ainda mesmo que tudo isso não existisse, o medo do terrorismo seria real e coerente, uma vez que países muito mais bem preparados, inclusive a maior potência militar do mundo, já se mostrou altamente vulnerável a ataques terroristas. Portanto, por mais que haja uma preparação - e acredito que dentro do possível, os responsáveis pela segurança estarão tentando nos proteger -, o Brasil precisa acordar para o mundo atual que vivemos, e parar de achar que não somos passíveis de eventos trágicos.
O que fazer então?
O que deve ser feito em primeiro lugar é admitir o problema e a real possibilidade - não apenas durante os Jogos - de um atentado terrorista no Brasil. Nosso país é extremamente cheio de riquezas, cheio de pessoas de bem, e tem uma cultura bastante alinhada com o Ocidente odiado pelos extremistas islâmicos. Nunca, jamais a resposta será retribuir na mesma moeda e pregar o ódio e generalizar que todos muçulmanos são terroristas. Isso é alimentar ainda mais a causa de grupos fanáticos como o EI, e dar a eles a vitória que desejam. O principal é trabalhar na prevenção de verdade, com muita, mas muita inteligência e vigilância - o que é bastante complicado, pois comumente entra em choque com os direitos básicos de liberdade -. As pessoas precisam também ter em mente que a qualquer momento, no meio do nada, sem nenhum motivo, uma pessoa pode realizar um ato desses. Então vamos viver todos paranoicos com quem está ao nosso lado? De jeito nenhum, mas é preciso estar pronto para caso aconteça, a reação ser acertada, não engajar com a pessoa ou o grupo, e imediatamente acionar as forças policiais e de segurança. O que não se pode fazer mais é tapar o sol com a peneira, e achar que todos amam o Brasil e jamais teriam a coragem de fazer algo tão violento em nosso país, pois as prisões recentes indicam o contrário.
Mas não bastasse isso, o EI tem demonstrado principalmente com os últimos ataques na Europa, uma capacidade de atrair pessoas do Ocidente para sua causa e ainda realizar seus atos sem nenhuma vinculação a uma liderança. Isto é, as células atuam de forma independente, o que dificulta a captura dos líderes. Essa tática descentralizada é o principal fator que dificulta o combate ao grupo. E, entendendo isso, uma pronta resposta a um eventual ataque não é garantia de impedir futuros eventos (vide os casos europeus dos últimos meses).
Mas há outros fatores que somos mais familiares e que também colocam em xeque a capacidade dissuasória das forças de segurança e defesa do país. Vou tratar de dois aqui: um será as condições humanas das tropas, e depois as condições instrumentais. Primeiro, no que diz respeito ao pessoal - militares das Forças Armadas (FA), policiais e agentes de segurança - o Brasil possui uma carência extrema no que concerne ao treinamento, capacitação e motivação. Como assim? Bem, quanto a policiais nem preciso falar muito. Principalmente da polícia do Rio de Janeiro, extremamente mal remunerada, com homens e mulheres sobrecarregados, estressados e sem o devido treinamento para situações extremas - basta lembrar do caso do ônibus 174 -. Quanto aos agentes de segurança (me refiro a órgãos públicos civis que participam da força-tarefa de segurança das Olimpíadas), de modo geral a administração pública no Brasil nunca trabalhou de maneira coordenada como está sendo exigido agora nos jogos do Rio. Com isso, trabalhar inúmeras chefias, diretorias e lideranças de forma afinada é praticamente impossível, e esses órgãos civis não estão acostumados a lidar com a participação e ingerência militar nas suas atividades - em muitos casos isso é até mal visto, como resquício dos traumas ditatoriais que vivemos no século passado. E, finalmente, as FA brasileiras são corporações voltadas para o objetivo da Defesa Nacional. Essa tarefa constitucional é feita atualmente por pessoas que - assim como os PM's e os policias civis da maioria do Brasil - são subremuneradas, mal treinadas para lidar em situações de contensão urbana sem o ferimento de inocentes - afinal são preparadas para a guerra -, e de modo geral, no meio militar existe uma animosidade constante entre o quadro de praças e oficiais. Essa animosidade leva a uma desunião da tropa e consequente diminuição da eficácia do seu papel defensor, com possíveis insubordinações, a famosa "má-vontade" e a falta de satisfação pelas patentes mais baixas.
Dei aqui algumas pinceladas sobre problemas que eu sei que as pessoas responsáveis pela segurança das Olimpíadas passam, mas há os fatores instrumentais também. E o que seria isso? São os instrumentos colocados à disposição para que essas pessoas façam cumprir seus papéis de provedores de segurança. Para um policial, seria uma arma com a manutenção em dia, com munição (seja de contensão ou munição real), para os agentes de segurança são todos os instrumentos em suas mãos para efetuar a vigilância e o suporte às forças ostensivas, e para os militares é todo o aparato bélico que o Brasil dispõe para uso. Entendido isso, sabe-se que constantemente, nos conflitos de morros e favelas no Rio, as forças policiais quase sempre são superadas por milicianos e traficantes no quesito "poder-de-fogo". Armas velhas, o famoso 38 e as pistolas PT Taurus usadas pelas polícias de modo geral lutam contra fuzis de grosso calibre, metralhadoras .50, entre outras armas usadas pelos bandidos. Além disso, o novo inimigo que começa a aparecer - o terrorismo - é estranho para os policiais, por mais que já lutem com bandidos armados até os dentes, a tática terrorista é bem diversa de criminosos. Passando para os militares das FA, a realidade não muda muito, a despeito de serem muitas vezes os salvadores quando a polícia local não consegue conter uma escalada de violência, a exibição de força vistas pelos tanques que por vezes sobem morros são a única demonstração possível, além de armamentos igualmente ultrapassados, muitos ex-militares já foram pegos trabalhando para milícias e grupos traficantes, etc. Há ainda a realidade também da incapacidade de reação aérea no caso de um evento semelhante ao 11 de setembro nos Estados Unidos. Isso se deve ao fato do processo de acionamento da Defesa Aérea ser mais lento do que a determinação de um terrorista suicida em jogar um avião contra algum alvo, bem como a obsolência das aeronaves do Brasil que, segundo fontes internas, são incapazes de dispararem um míssil sequer atualmente por diversos problemas técnicos.
Muitos problemas pelo que vimos, mas ainda mesmo que tudo isso não existisse, o medo do terrorismo seria real e coerente, uma vez que países muito mais bem preparados, inclusive a maior potência militar do mundo, já se mostrou altamente vulnerável a ataques terroristas. Portanto, por mais que haja uma preparação - e acredito que dentro do possível, os responsáveis pela segurança estarão tentando nos proteger -, o Brasil precisa acordar para o mundo atual que vivemos, e parar de achar que não somos passíveis de eventos trágicos.
O que fazer então?
O que deve ser feito em primeiro lugar é admitir o problema e a real possibilidade - não apenas durante os Jogos - de um atentado terrorista no Brasil. Nosso país é extremamente cheio de riquezas, cheio de pessoas de bem, e tem uma cultura bastante alinhada com o Ocidente odiado pelos extremistas islâmicos. Nunca, jamais a resposta será retribuir na mesma moeda e pregar o ódio e generalizar que todos muçulmanos são terroristas. Isso é alimentar ainda mais a causa de grupos fanáticos como o EI, e dar a eles a vitória que desejam. O principal é trabalhar na prevenção de verdade, com muita, mas muita inteligência e vigilância - o que é bastante complicado, pois comumente entra em choque com os direitos básicos de liberdade -. As pessoas precisam também ter em mente que a qualquer momento, no meio do nada, sem nenhum motivo, uma pessoa pode realizar um ato desses. Então vamos viver todos paranoicos com quem está ao nosso lado? De jeito nenhum, mas é preciso estar pronto para caso aconteça, a reação ser acertada, não engajar com a pessoa ou o grupo, e imediatamente acionar as forças policiais e de segurança. O que não se pode fazer mais é tapar o sol com a peneira, e achar que todos amam o Brasil e jamais teriam a coragem de fazer algo tão violento em nosso país, pois as prisões recentes indicam o contrário.




Comentários
Postar um comentário