Entre a saída de Pazuello e a entrada de Queiroga, o mico ficou com Hajjar.

 

O Presidente Jair Bolsonaro confirmou na noite desta segunda-feira, dia 15/03/2021, a substituição de Eduardo Pazuello, atual Ministro da Saúde, pelo médico cardiologista Marcelo Queiroga. Um processo seletivo que consistiu em inicialmente chamar um candidato para avaliá-lo presencialmente e ver se a pessoa se alinhava aos princípios e posicionamento do empregador. Antes de selecionar e convidar Marcelo Queiroga para o cargo de Ministro da Saúde, o Palácio do Planalto avaliou a médica Ludhmila Hajjar. Porém, como uma má perdedora, ao não ter sido selecionada, a médica saiu na melhor definição "atirando para todos os lados".

Em 2020, quando Pazuello assumia o cargo de Ministro da Saúde, Bolsonaro havia deixado claro que sua estadia a frente da pasta seria temporária. Com uma decisão de competência do Presidente, observou-se nessa semana o momento para realizar essa substituição, por um médico capaz de assumir a posição em alinhamento com as medidas defendidas pelo Governo Federal: Não apoio ao lockdown; uso do tratamento precoce de forma ampla, dando liberdade ao médico tratar o paciente; cuidar dos repasses aos estados e municípios da Federação; bem como coordenar as ações de vacinação em todo território nacional. Pazuello deixa o cargo com um ótimo legado, informando numa coletiva ontem que já estão contratadas mais de 500 milhões de doses da vacina contra Covid-19, e o escolhido para a pasta foi o médico presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga.

Esperava-se que, com a saída de Pazuello e a escolha de Queiroga, os holofotes focassem nas duas figuras. Contudo, uma terceira quis aparecer, Ludhmila Hajjar. A médica foi chamada pelo Presidente para uma conversa, acompanhada por Pazuello, para estudar se ela atendia ao que o Chefe do Executivo deseja para o Ministério da Saúde e comando no combate à pandemia. As conversas não chegaram a um ponto em comum, pois Hajjar não atendeu aos requisitos exigidos por Bolsonaro. Ela é uma médica conhecida por defender o lockdown, e além disso, o site Estudos Nacionais apontou sua participação em estudo que visava atingir a defesa feita pelo Governo Federal a medicamentos como a hidroxicloroquina, fazendo 11 pessoas morrerem com uma overdose de cloroquina (versão menos segura do medicamento) para alegar que a droga não era segura.

Ao ser rejeitada pelo Palácio do Planalto, Hajjar não perdeu tempo em ir aos canais de televisão informar que "rejeitou" o cargo, após ter sido recusada pelo Presidente, por não atender a visão do Governo Federal (que foi a ganhadora das urnas em 2018). A cardiologista caiu disparando para todos os lados que não podia "compactuar com um governo negacionista", sendo que em nenhum momento ela chegou a ser convidada para o cargo. A entrevista foi justamente para avaliá-la e ela foi rejeitada. Então, como uma má perdedora, não quis admitir sua rejeição para o cargo e disparou que havia recusado, fazendo pouco caso da altivez e nobreza do Ministério da Saúde. Discurso obviamente comprado pelos meios de comunicação que não são simpatizantes ao Presidente, mas logo desmentido por declarações do próprio Governo e também demonstrado por inúmeros relatos nas redes sociais.

Até o final desse texto, não foi observado nenhum jornal corrigindo a informação e nem as agências "verificadoras de fatos" cobrarem a correção.

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