O ódio do bem: Desejar a morte do Ministro da Educação pode, mas fazer meme do STF ou levantar hashtag não pode.

"Que Deus o tenha em breve" - Thais Oyama - jornalista ao se referir ao Min. da Educação Abraham Weintraub.
Está em voga a discussão sobre até onde vai a liberdade de expressão de uma pessoa, principalmente em meios virtuais como redes sociais. Há aqueles que acreditam que apoiadores do atual Presidente da República são intolerantes e autoritários por estarem ao lado de um "líder fascista". A sra. Thais Oyama é uma dessas vozes veementes em suas críticas ao governo, e recentemente sua atenção voltou-se ao atual Ministro da Educação, Abraham Weintraub. Contudo, você entenderá aqui, o porquê desse ranço que a jornalista tem do governo e do Ministro em específico.
Thaís Oyama foi por quase 2 décadas jornalista da Revista Veja, além de já ter passado por todo Grupo Globo (Estadão, Folha e TV Globo), grupo esse desafeto de Bolsonaro. Conhecida por seu posicionamento esquerdista, a jornalista é vista como forte crítica do que chama de "idolatria" a Bolsonaro, além de prenunciar por meses a saída do ex-Ministro da Justiça Sérgio Moro que também aderiu ao grupo Globo e à revista digital "O Antagonista". (Seria premonição ou conversas em off)?
Mas o maior alvo da repórter hoje se chama Abraham Weintraub. Ela não esconde seu total desgosto pelo Ministro e inclusive o chama abertamente de pior ministro do governo. Graças à liberdade de expressão, até aí tudo bem, pois qualquer pessoa também pode considerá-la pior jornalista da mídia. A questão é o tom. E no último dia 15/06/2020 o tom de Thaís subiu ao falar "que Deus o tenha em breve", referindo-se ao chefe da pasta de Educação. Mas como assim? Por que desejar a morte de um Ministro de Estado?
Thaís Oyama mira o Ministro da Educação por ter afirmado (mesmo antes que vídeo da reunião ministerial fosse divulgado por ordem do STF) que trechos de Weintraub eram pesados com xingamentos ao STF. Desde então o clima entre ambos se elevou, e culminou na declaração aterradora da jornalista de desejo de morte a um Ministro de Estado. Hoje, 16/06/2020, em nova participação no 3em1 da Jovem Pan, a jornalista se defendeu. Ao ser provocada pelo colega Rodrigo Constantino sobre a famigerada fala. Afirmou que se referia à "queda do Ministro", que desejaria que ele caísse, que utilizou-se de uma "figura de linguagem".
Seja por ter longo histórico em meios de mídia opositores ao governo, seja por defender a democracia utilizando frases absurdas como a informada, Thaís Oyama como jornalista em si, não cabe julgá-la. Afinal, como já dito, assim como ela pode considerar Weintraub o pior Ministro do governo, alguém pode considerar ela a pior jornalista da mídia. Mas se há virtude na sua fala, foi expor o duplo padrão utilizado pelos canais jornalísticos opositores ao governo e pela "justiça" personificada no STF atual. Pois esses protegem declarações ofensivas a Ministros de Estado, mas condenam frases que expressam o que está preso na garganta do povo.
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