Resumo de notícias da semana: Conferência climática, Ricardo Salles em alta, Pazuello é inocentado e auxílio emergencial.

 

A semana foi movimentada no cenário político nacional. Desde o início do pagamento do auxílio emergencial nessa nova onda da pandemia, até essa sexta-feira com as notícias de que o ex-Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, fora inocentado pelo Secretário de Saúde do Amazonas no caso do colapso sanitário do estado. No meio do caminho, a conferência do clima e o Ministro Ricardo Salles mostrando soluções para os problemas brasileiros do desmatamento, e o STF passando a boiada para declarar o ex-juiz Sérgio Moro suspeito nos casos de corrupção do ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva.

O governo continua os pagamentos do auxílio emergencial àqueles que fazem jus ao socorro promovido pelo Governo Federal. Mais rigoroso para evitar fraudes e atender a quem realmente precisa, o auxílio vem ajudando milhões de brasileiros a superarem o momento único que o país vive. Imposto pelas restrições a indústrias, comércios e serviços, por parte de governadores e prefeitos, o lockdown tem ceifado empregos e acabando com a economia em muitas regiões que precisam do amparo temporário do governo federal para não colapsarem economicamente. Nesse ano, o auxílio contemplará três faixas de valores em quatro parcelas dependendo da família. Tire suas dúvidas no site da Caixa sobre o benefício.

O ex-Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi inocentado em depoimento feito pelo Secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, no caso do colapso do sistema de saúde em Manaus, em janeiro deste ano. Campêlo afirmou que Pazuello não teve responsabilidade na falta de oxigênio para o estado, e afirmou que a culpa na verdade seria da empresa White Martins, empresa que praticamente monopoliza o mercado de cilindros de oxigênio no país e é principal fornecedora para o Amazonas. O secretário ainda cita que Pazuello se mostrou pronto a ajudar quando soube do colapso e colocou à disposição a ajuda da União para o caso. O inquérito está no STF em fase de investigações e depoimentos.

Em meio à pandemia, por 1 dia, pareceu que não haviam mortos ou infectados, pois os holofotes se voltaram para a Conferência do Clima, presidida pelos EUA. Em um show de hipocrisias e metas que todos sabem que não serão cumpridas, o Brasil se posicionou conforme a música. Demonstrou que é um líder em termos de eficiência energética e matriz limpa, cobrou os pagamentos dos créditos de carbono, e demonstrou que o problema do desmatamento é conhecido e combatido, porém não se muda da noite para o dia, ainda mais quando quem deveria pagar pelos serviços prestados por nossas florestas não o fazem.

Em meio às discussões do clima, a funkeira Anitta (que repercutiu por defender as girafas na Amazônia e por fazer uma tatuagem no ânus), ousou entrar na seara que não entende nada, e teceu críticas vazias e sem conteúdo. Como quem joga para sua plateia em busca de aplausos, pediu a saída de Salles com palavras como "negacionista", entre outras. O Ministro, como um adulto que dá um pito numa criança birrenta, pediu para a funkeira ficar quieta chamando-a de teletubbie, em referência ao programa infantil de péssima qualidade do final da década de 1990 e começo dos anos 2000. Imediatamente tags como #Anittatubie e #Anittateletubie subiram nas redes sociais com memes associados.

Mas, o STF aproveitou os holofotes voltados para a demagoga conferência internacional e passou a boiada mais uma vez a favor do ex-presidiário petista, Lula. A Corte formou maioria no plenário para corroborar decisão que considerou o ex-juiz Sérgio Moro suspeito para julgar os casos nos quais Lula foi condenado, mesmo após as decisões serem corroboradas e até agravadas em instâncias superiores. Assim, Moro não só tem mais uma vez sua biografia manchada, como é passível de ser investigado e até preso por agir de forma parcial como juiz. E assim a semana se encerra com o silêncio ensurdecedor de Moro, até o momento, sobre a decisão do STF.

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