GENOCÍDIO - Entendendo o termo pela história
Por genocídio entende-se quaisquer dos atos abaixo relacionados, cometidos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial, ou religioso, tais como:
(a) Assassinato de membros do grupo;
(b) Causar danos à integridade física ou mental de membros do grupo;
(c) Impor deliberadamente ao grupo condições de vida que possam causar sua destruição física total ou parcial;
(d) Impor medidas que impeçam a reprodução física dos membros do grupo;
(e) Transferir à força crianças de um grupo para outro.
A definição acima é dada pela Convenção das Nações Unidas no seu 2º artigo. O genocídio é, portanto, um ato intencional de assassinato em massa, causado sobretudo pelo Estado e por governantes, contra um grupo específico de pessoas e da sociedade que se diferencia do padrão social ou dos grupos majoritários e de poder; pode ser motivado por questões étnicas, sexuais, de religião, de classe ou até por divergências políticas.
Há tristes exemplos ao longo da história que elucidam de forma prática. O primeiro que gerou a conceituação na Convenção da ONU foi a holocausto (que muitos que usam o termo de forma banal duvidam que ocorreu). O holocausto foi a tentativa de extermínio do povo judeu pela Alemanha nazista nos anos 1930 e 1940. A intenção era eliminar a população vista como inferior e causadora dos problemas alemães. A tática era impedir os judeus inicialmente de praticarem comércio, colocando patrulhas nazistas nas entradas de estabelecimentos judeus evitando a entrada de pessoas (muito usada pelos que se intitulam hoje "antifascistas" no ambiente virtual, impedindo que pessoas que consideram adversárias monetizem conteúdo online). Depois disso, partiu-se para os campos de concentração, nos quais judeus eram forçados a trabalhar, dormiam em péssimas condições de higiene e aglomerados. Então, finalmente, partiu-se para o extermínio das populações já concentradas nos campos, através das macabras câmaras de gás e fuzilamentos a céu aberto.
Atualmente, há relatos de grupos cristãos e de etnias minoritárias de campos de concentração estabelecidos no interior da China comunista. Que usa essas pessoas em trabalho escravo como forma de punição por irem contra o Estado ao pregar a religião cristã (e outras religiões originárias de povos locais também), ou por serem oposicionistas ao regime autocrático comunista chinês. Obviamente, como no holocausto, durante sua execução, não se podia confirmar com total certeza a sua existência, afinal, as vítimas eram exterminadas antes de poderem contar. Contudo, no caso chinês, os relatos partem de diversos grupos e de missionários cristãos que vivem a realidade da perseguição religiosa no interior da China. Pequim nega a existência dos campos e afirma que possui prisões para criminosos que vão contra as leis soberanas chinesas.
Com esse panorama histórico, é preciso analisar no texto da ONU os elementos que configuram um genocídio:
- Dolo: Não existe genocídio culposo, afinal, a pessoa que executa o ato não poderá fazê-lo sem querer, já que o objetivo é exterminar;
- Grupo específico: Não existe genocídio de diversos grupos ao mesmo tempo, pois o executor visa eliminar um determinado grupo, geralmente um governante querendo se livrar de opositores potenciais ou reais;
- Direção: O genocídio sempre é direcionado contra um grupo de pessoas, nunca é difuso, afinal, o governante ou pessoa de poder que o comete deseja preservar os demais para continuar no poder.
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