Terça Livre é censurado pelo Youtube em ação orquestrada pelo grupo extremista Sleeping Giants

 

Na noite de ontem, o canal do Youtube do grupo Terça Livre foi banido da plataforma. Tanto o canal principal como o secundário, feito em back-up se uma eventualidade ocorresse ao principal, sofreram a censura. O caso traz novamente a polêmica à tona: As gigantes tecnológicas como Google, Twitter, Facebook, entre outras podem determinar o que pode e não pode ser dito em suas plataformas censurando somente um lado ideológico? Na esteira dessa polêmica, grupos extremistas como o Sleeping Giants tem se aproveitado do ambiente tenso na internet e das regras de usuários vagas para incentivar a censura de sites de direita como o Terça Livre.

Como instituições privadas, Facebook, Twitter, Google são empresas que tem liberdade em definir as regras do jogo dentro dos seus sites. Para isso existem as regras de uso, proibições e condicionantes que são expostas nos longos e vagos parágrafos dos Termos de Uso. As lacunas (que são mais para verdadeiros vales) são propositais. Infelizmente, a prática política pública de estabelecer leis com brechas e termos amplos passou a ser usada nessas empresas para possibilitar a elas a definição do que fere ou não o texto. Afinal, isso evita grandes comprometimentos judiciais e também abre espaço para que as plataformas decidam a seu querer o que é conteúdo que "infringem as regras de usuários" e o que não é. A questão é que ficou exposta nos últimos tempos, com os cancelamentos crescendo somente a integrantes da direita, o posicionamento político e a hipocrisia dessas empresas.

Dentro da realidade de regras amplas, fomentou-se um cenário no qual funcionários dessas empresas de tecnologia, propositalmente, possuem um viés esquerdista e autoritário. Aquelas pessoas que apoiam determinadas pautas como comunismo, socialismo, ideologias de gênero, pautas ambientais, independentemente de falarem verdades ou mentiras, são mantidas ativas e inclusive promovidas a relevantes nessas plataformas. Já quem produz conteúdos conservadores, em defesa da família, que relatam inclusive a realidade do viés político-ideológico dessas empresas, são tidos como extremistas, nocivos, propagadores de notícias inverídicas, conspiracionistas e então, banidos das plataformas. Casos não faltam:

  1. Xbox Mil Grau: O grupo que fazia paródias e chacotas com o console concorrente do Xbox (Playstation), foi cancelado e proibido de retornar ao Youtube, devido um caso no qual frases dos integrantes foram colocadas de forma solta para dar a entender que eles eram racistas. Os amantes de Playstation, após anos de não suportarem piadas do principal integrante, conhecido como Chief (ou Bife em piadas dos seguidores), se aliaram a milícias digitais como o Sleeping Giants, por saberem da postura do grupo mais à direita, e orquestraram o cancelamento. Mesmo após tentativas de retornarem sem usar o nome Xbox Mil Grau, as milícias digitais apoiadas pelo Sleeping Giants fizeram ataques massivos para impedi-los;
  2. Rodrigo Constantino: O economista e jornalista atuante em diversos jornais, revistas e canais televisivos, conhecido por opiniões polêmicas mas sempre muito bem embasadas, teve uma transmissão ao vivo para inscritos e seus patronos na qual, afirmou que muitas mulheres se aproveitam da onda feminista para denunciar supostos casos de estupro que podem nem sempre terem ocorrido. A fala foi deturpada e começou uma campanha nas redes sociais, promovida nos bastidores por grupos como o Sleeping Giants, a qual dizia que o jornalista "defendia estupradores". Ele foi demitido de vários jornais, e, a despeito de o fato ter sido esclarecido e Constantino já ter retornado à maioria deles, ainda sim há alguns que não o aceitaram de volta, além de a acusação ter sido reafirmada em afirmação deplorável do Governador de São Paulo, João Doria;
  3. Luís Ernesto Lacombe: O apresentador após anos em canais de televisão como Globo e Bandeirantes (Band), decidiu um dia chamar para entrevista em seu programa Aqui na Band, o jornalista chefe do Terça Livre, Allan dos Santos. Com a atitude, a emissora foi fortemente pressionada patrocinadores coagidos por grupos extremistas como o Sleeping Giants, a tomar medidas de punição contra o apresentador. Lacombe, corajosamente, observando os movimentos, solicitou demissão da emissora para ter maior liberdade de opinar sem ser pressionado. Os antigos canais que o empregavam não voltaram a contratá-lo;
  4. Donald Trump: Pareceria mentira há uns anos afirmar que o Presidente dos Estados Unidos seria vítima de milícias digitais. Mas a verdade é que Trump foi expulso do Youtube, Twitter e Facebook superando qualquer outro banimento. Grupos como o Sleeping Giants apoiaram a campanha reiterada em afirmar que Trump propagava notícias falsas por afirmar que as eleições americanas foram fraudadas. Contudo a invasão ao Capitólio, no mês passado, foi a desculpa que essas milícias aproveitaram, mesmo após o Chefe da Casa Branca afirmar que não apoiava os protestos violentos, para um ataque em massa, no qual foi afirmado que ele, Trump, incentivou o ataque. Isso resultou no banimento do Presidente mais poderoso do mundo das redes sociais, sendo proibido até em muitos casos citar o seu nome.
Há outros casos, mas esses acima são os mais emblemáticos até o momento. E todos eles possuem fatores fundamentais: Todos cancelados são de direita e em todos os casos houve atuação da milícia Sleeping Giants. Esse grupo, patrocinado de forma opaca, mas se afirma "defensor de direitos e liberdades", denuncia qualquer um que seja de direita. Não importa se o que é dito é verdade ou não, o que importa é que, para eles, somente um lado pode ter voz. E não foi diferente no caso do Terça Livre, o qual só foi banido do Youtube após reiterados ataques dos baderneiros Sleeping Giants. A ironia do caso é que o Terça Livre é tido como um canal conspiracionista por denunciar a "ditadura das Big Techs", termo usado por eles ao expor justamente essas ações feitas por militantes de esquerda como do Sleeping Giants. Talvez, as "teorias de conspiração" de Allan e companhia não sejam tão teorias assim.

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