O contra-ataque: A ação do STF contra Daniel Silveira

 


A vitória de Bolsonaro na eleição de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco para Câmara e Senado respectivamente não ficaria impune pelos seus opositores. Essa verdade é concretizada na prisão do Dep. Federal Daniel Silveira (PSL-RJ), o contra-ataque dos opositores no "xadrez 3D" que virou a política brasileira. Jogo esse que é repleto de corrupção, traições, reviravoltas e regado a dinheiro, muito dinheiro que nós pagamos.

Não vou entrar no mérito da prisão em si, apenas quero apontar a real intenção por trás da prisão do deputado carioca nessa semana. Ao encontrar a brecha, o STF decretou a prisão de Silveira por supostamente incitar violência e a instabilidade democrática. O deputado, aliado de Bolsonaro, principalmente na conhecida "bancada da bala", fez um vídeo com críticas direcionadas aos integrantes do Supremo. O vídeo viralizou nas redes sociais e ofereceu à oposição de Bolsonaro uma janela para o contra-ataque, após a amarga derrota nas eleições legislativas. 

E para compreender o jogo de poder aqui, é preciso entender que o atual STF é oposição ao Presidente. Vendo o ganho significativo de poder do Chefe do Executivo com Lira e Pacheco nas presidências das Casas Legislativas, os Ministros (ao verem a oportunidade de minar a influência do Palácio do Planalto no Congresso) decretaram a prisão de Daniel Silveira, já sabendo das reações de repulsa que seriam consequência. Mas a repulsa não seria tão forte quanto as armas em mãos do Supremo, diversos processos contra parlamentares que estão estocados na Corte.

Nos votos dos Ministros, ficou clara a ameaça aos congressistas. Intimidação essa que é baseada em uma série de denúncias que diversos parlamentares possuem estocadas no STF. Assim, o Judiciário sequestra e amordaça o Legislativo, pois poderia, no caso de desobediência, girar a chave das suas armas nucleares contra a Câmara. Nessa história, Daniel Silveira, por suas declarações e opiniões, está preso e provavelmente será "sacrificado" em nome da manutenção de mandatos de diversos colegas que temem os intocáveis Ministros do Supremo que podem julgá-los por seus atos corruptos.

A pergunta que fica de fato é: Até quando serão vistos os atos autoritários do STF que (mais fortes do que atos obscuros de nossa história, como o AI-5) governam o país a seu querer, mesmo sem terem sido de fato eleitos pelo povo?

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