Editorial: Mudando a Presidência na Petrobrás. Por quê?

 

Cargos típicos de liderança de Estado como Ministros, Superintendentes, entre outros cargos de liderança pública devem sim ter a influência e estarem nas mãos do Chefe do Executivo. Afinal, ele foi escolhido pelo povo para exercer poder com uma determinada finalidade. Sendo assim, pelo fato da Petrobrás ser uma empresa de economia mista, com capital aberto, porém com o Estado sendo seu maior acionista, é fortemente influenciada pelo Governo Federal. Criada na época do desenvolvimentismo a partir da década de 1950, a Petrobrás S.A. é uma grande empresa petrolífera que ultimamente encontra-se numa encruzilhada envolta de interesses e muito dinheiro.

Atualmente o petróleo no Brasil é pertencente ao Estado, ou seja, ninguém, seja pessoa física ou jurídica pode ser detentor dos recursos. O Governo distribui através de leilões, a cessão à exploração petrolífera para os que se interessarem e tiverem condições de explorar. A Petrobrás foi criada com o intuito inicial de desenvolver uma empresa nacional para manter essas riquezas no país. Contudo, não adianta produzir somente, é preciso refinar o óleo bruto para se ter os diversos produtos derivados do petróleo e distribuí-los. Portanto, a Petrobrás hoje é a principal empresa que dita o mercado energético de petróleo no país e determina o preço de combustíveis, já que detém o refino e distribuição.

Essa realidade somada à atual gestão da petrolífera nacional, tem gerado os aumentos dos preços vistos nas últimas semanas. Uma administração que decide simplesmente fazer o óbvio: Vender uma commodity repassando para o seu preço final as variações da cotação internacional. Quando a Petrobrás deixa de fazer isso (como foi feito no governo de Dilma Roussef), ela fica no prejuízo por ter um preço não conforme o mercado. Isso gera perda de valor de mercado para a empresa, fuga de investimentos e consequente perda de capacidade produtiva. Foi dessa forma que o governo petista, aliando tudo isso a um aparelhamento da empresa estatal, levou a Petrobrás a um estado de penúria e quase falência.

Então qual a solução? Ora, o Governo, como acionista majoritário, precisa definir qual o rumo da empresa: Se segue nas regras de mercado, e para usufruir disso, dar independência à Petrobrás (que seria culminada com sua privatização), ou então se rende ao neodesenvolvimentismo e mantém a estatal sob a influência política de Brasília. Obviamente, isso vai em sentido contrário à pauta liberal do atual Ministro da Economia, porém também não se pode ignorar que o petróleo está em alta no mundo todo, e isso prejudica um país que não seguiu as recomendações médicas por décadas. Talvez agora seja o momento, mesmo que o remédio seja amargo.

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