Editorial: Mudando a Presidência na Petrobrás. Por quê?
Atualmente o petróleo no Brasil é pertencente ao Estado, ou seja, ninguém, seja pessoa física ou jurídica pode ser detentor dos recursos. O Governo distribui através de leilões, a cessão à exploração petrolífera para os que se interessarem e tiverem condições de explorar. A Petrobrás foi criada com o intuito inicial de desenvolver uma empresa nacional para manter essas riquezas no país. Contudo, não adianta produzir somente, é preciso refinar o óleo bruto para se ter os diversos produtos derivados do petróleo e distribuí-los. Portanto, a Petrobrás hoje é a principal empresa que dita o mercado energético de petróleo no país e determina o preço de combustíveis, já que detém o refino e distribuição.
Essa realidade somada à atual gestão da petrolífera nacional, tem gerado os aumentos dos preços vistos nas últimas semanas. Uma administração que decide simplesmente fazer o óbvio: Vender uma commodity repassando para o seu preço final as variações da cotação internacional. Quando a Petrobrás deixa de fazer isso (como foi feito no governo de Dilma Roussef), ela fica no prejuízo por ter um preço não conforme o mercado. Isso gera perda de valor de mercado para a empresa, fuga de investimentos e consequente perda de capacidade produtiva. Foi dessa forma que o governo petista, aliando tudo isso a um aparelhamento da empresa estatal, levou a Petrobrás a um estado de penúria e quase falência.
Então qual a solução? Ora, o Governo, como acionista majoritário, precisa definir qual o rumo da empresa: Se segue nas regras de mercado, e para usufruir disso, dar independência à Petrobrás (que seria culminada com sua privatização), ou então se rende ao neodesenvolvimentismo e mantém a estatal sob a influência política de Brasília. Obviamente, isso vai em sentido contrário à pauta liberal do atual Ministro da Economia, porém também não se pode ignorar que o petróleo está em alta no mundo todo, e isso prejudica um país que não seguiu as recomendações médicas por décadas. Talvez agora seja o momento, mesmo que o remédio seja amargo.

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