Editorial: Não tomar a vacina Coronavac é um serviço a Nação e dever de todo brasileiro!


Vacinas são importantes em qualquer política pública de contenção de doenças e prevenção de epidemias. Hoje, dia 17 de janeiro de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o uso emergencial de 2 imunizantes para contenção da Covid-19 no país, com produção local através da transferência de tecnologia: A vacina do Laboratório Astrazeneca em parceria com a Fiocruz, e a vacina do Laboratório Sinovac em parceria com o Butantan. Seria tudo ótimo não fossem pontos que tornam uma dessas inviáveis e até desinteressantes ao Brasil. 

Antes de tudo, uma boa administração pública pensa nos seus contribuintes, afinal, é para esses que ela trabalha. Portanto, otimizar custos é fundamental, e nesse ponto, a vacina de Oxford leva grande vantagem, custando menos da metade da vacina chinesa. Pode parecer pouca a diferença de R$ 30,00 (trinta reais - veja a imagem), mas ao multiplicar por 100 milhões de brasileiros (número menor que a metade de nossa população geral) é possível ver o rombo gigantesco causado a um país que passa por dificuldades fiscais. Enquanto a vacina da Astrazeneca custará em torno de 1,7 bilhões de reais nesse cenário, a vacina da Sinovac custará 5,038 bilhões de reais (mais de 3 bilhões a mais).

Certo, a questão fiscal é importante, contudo pode-se pensar: Uma vacina mais cara é mais eficaz! Vale a pena não ser "mão-de-vaca" em uma pandemia, certo? Porém a realidade é que a Coronavac oferece uma eficácia de apenas 50% (trabalhando com números arredondados para as duas vacinas). A vacina da Astrazeneca apresenta 70% de eficácia. E, longe dos cálculos matemáticos de Dilma Roussef, isso encarece de forma relativa ainda mais a Coronavac. Considerando que, ao comparar percentual de eficácia por custo de produção, a vacina que será fabricada pela Fiocruz custa R$ 0,24 por percentual de eficácia. Já a vacina do Butantan custa R$ 1,16 por percentual de eficácia. Essa conta traz a perversa realidade que a vacina chinesa é 483% (arredondado) mais cara em termos relativos de custo/eficácia, se comparada à concorrente aprovada hoje.

Não bastasse os assustadores custos de fabricação, há outros dois pontos fundamentais que devem ser considerados sobre as vacinas. O laboratório Sinovac é sediado na capital chinesa, Pequim, coração da maior ditadura do séc. XXI. Um governo que prega o socialismo politicamente, com uma economia perversamente capitalista ao extremo, com fábricas e indústrias que utilizam mão-de-obra extremamente barata (as vezes escrava, oriunda dos "invisíveis" campos de concentração do interior), sem direitos ou liberdades. Dados oriundos de países com esse viés são duvidosos e questionáveis de origem, descrédito fruto da total falta de transparência (característica básica de governos autoritários). Já o laboratório Astrazeneca tem sede em Cambridge na Inglaterra, a primeira potência mundial democrática e propagadora dos princípios de liberdade e direitos humanos no mundo. País conhecido por sua avançada tecnologia e respeito às liberdades com mão-de-obra qualificada e respeitada em seus direitos, além do sistema de saúde mais eficiente do mundo. Dessa forma, não é de se estranhar que a parceria Fiocruz/Astrazeneca é muito mais saudável e ausente de abusivas contrapartidas que podem existir na relação Sinovac/Butantan, regida por um contrato que jaz atrás de uma cortina vermelha e trancado a sete chaves pelo Governador de São Paulo, João Doria.

Finalmente, afirmar que vacinas são importantes e devem ser tomadas é parte de qualquer política pública de saúde responsável. Contudo, o custo direto por dose alto, somado a uma ineficácia que gera um custo relativo astronômico, além de ser originária de um país autoritário, opaco e com mão-de-obra quase escrava em muitas ocasiões, faz com que a Coronavac seja um desserviço ao Brasil e é dever de todo cidadão optar pela vacina de Oxford. Os dados apresentados demonstram a opção mais eficaz, racional e politicamente condizente com os princípios das relações internacionais brasileiros, sendo a vacina da Fiocruz/Astrazeneca. Mas, infelizmente esse tipo de raciocínio é coisa da cabeça de "negacionista", "terraplanista" e intolerante, não é?

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