Brasil x EUA, ou seria Bolsonaro x Biden?
Brasil versus EUA! Não, "pera"... É Bolsonaro versus Biden! Essa deve ser a conclusão de pessoas que tenham o mínimo de senso. Afirmações que vimos de ontem para hoje, como "Bolsonaro declara guerra aos EUA", são tão imbecis quanto irresponsáveis! Primeiro pelo simples fato de que Joe Biden ainda não foi eleito de fato (apenas em projeções da contagem de votos sob suspeitas de fraudes), segundo porque os Estados Unidos não precisam invadir o Brasil para terem o que querem da Amazônia, e terceiro porque não é só Washington que coloca seus olhos sobre nossa floresta.
As eleições dos EUA ainda não acabaram. Se você acompanha notícias somente pelos grandes canais jornalísticos como CNN, Globo, Record, Band, etc., vai discordar dessa afirmação. Contudo fazer uma boa avaliação dos fatos não é somente consumir um tipo de notícia, porém buscar fontes alternativas mais independentes também. Quando se parte para jornais mais independentes como Epoch Times, Terça Livre, Gazeta do Povo, esses são mais cautelosos em proclamar Biden como presidente. E isso se deve justamente à sua independência de grandes investidores que possam determinar pautas. Por isso, tais canais não devem ser ignorados como fontes de informação, porém devem ser avaliados tão rigorosamente quanto as grandes mídias.
Trump está contestando os resultados nos chamados "swing states" (estados que variam entre democratas e republicanos de acordo com a eleição), e grandes jornais estão tratando isso como "Fake News". Mas a verdade é que há uma máquina elaborada pelo establishment progressista (que inclui os jornais) para retirar o republicano do poder. Apesar de haver chances reais de Biden vencer, descartar Trump sem esclarecer a recontagem e eliminar a suspeita de fraude, é irresponsável e perigoso. Isso porque gera uma instabilidade política dentro da maior democracia mundial que terá seu presidente, seja Trump ou Biden, suspeito por ter ganhado em eleições fraudadas.
Já me encontrei certa vez apresentando uma pesquisa em Relações Internacionais durante minha graduação, na qual abordei o Brasil e seu preparo militar para eventuais intervenções externas. Um professor meu, pelo qual tenho grande apreço e admiração (mesmo ele sendo esquerdista), fez um comentário na minha apresentação que considerei muito. Na ocasião ele questionou a necessidade do Brasil investir vultuosas quantias nas Forças Armadas, pensando em defender uma soberania que já é atingida por entidades internacionais, como empresas e organizações que atuam na região amazônica? Portanto, de fato, os Estados Unidos não precisariam "invadir o Brasil" para obter os recursos regionais, até porque o país já tem acesso livre na floresta pela Colômbia, pois lá possuem diversas bases militares e inclusive da CIA, e suas empresas atuam na região, inclusive se for preciso, podem comprar empresas locais para terem livre acesso na Amazônia. É a mágica das cadeias globais de valor e da transnacionalização do capital.
Finalmente, o Brasil não teria que se defender só dos EUA, mas também desse pouco provável adversário físico no teatro de operações. É possível observar muito mais ativismo em direção à floresta da Europa (região bem mais carente de recursos do que os americanos). A França capitaneia essa iniciativa e por uma questão geopolítica fundamental: A França possui a Guiana Francesa, o que facilita muito mais a logística em um possível teatro de operações contra o Brasil para "salvar a floresta". Além disso, a divisão interna do nosso próprio país provavelmente impediria qualquer ação bélica ostensiva na Amazônia pelos opositores de Bolsonaro, e em último caso, ele seria removido do poder. Portanto, temer Biden é de fato necessário, mas também é preciso temer Macron, Johnson, Putin e principalmente, além de todos esses, Xi Jinping. Afinal, mais necessitada do que a Europa e Estados Unidos, a China precisa avidamente de nossos recursos e possui bem menos escrúpulos para obtê-los.
Portanto ficar falando em guerra entre dois aliados históricos (com suas desavenças e estranhamentos como toda aliança) é uma burrice e estupidez. Até porque, por mais que sejamos sim inferiores militarmente do ponto de vista tecnológico a países como França, EUA e os demais europeus, o Brasil não possui Forças Armadas que possam ser ignoradas e muito menos subestimadas, principalmente no seu próprio terreno. Essas alegações de conflito são frutos de um país pouco conhecedor do mundo, fechado em si mesmo, nas suas corrupções e no seu sistema cruel que alimenta o Estado e não libera o indivíduo para buscar por si só seus objetivos. É o resultado de uma mídia jornalística de péssimo profissionalismo, cega para geopolítica e o cenário estratégico local, regional e global, além de tendenciosa e torcedora para ruína do governo Bolsonaro. Sim, digo que é lamentável ter que ler notícias assim.

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