Entenda o posicionamento do Editor

Olá, a você que adentra o Sociedade Inteligente pela primeira vez. Entenda uma coisa antes de consumir o conteúdo exposto aqui. Fomos doutrinados por décadas de que notícias ou tudo que é veiculado como informação deve ser passado de forma imparcial. Contudo, a imparcialidade é algo impossível no campo das ciências sociais, pois há um embate de séculos entre Conservadorismo e Progressismo. Ambos não são precisamente conceituados ou abordados e nem eu pretendo aqui. Ao contrário do que pode se pensar, não é maniqueísmo colocar frente a frente Conservadores e Progressistas, pois há tantos espectros mundo afora em cada lado, que muitos comportamentos podem ser considerados conservadores em um país e progressistas em outro.

Dito isso, manifesto aqui meu posicionamento direitista, ou seja, identifico-me com os princípios e guias conservadores por acreditar sim que não podemos abrir mão de um legado de séculos em nome de um progresso desvairado abandonando a prudência e o passado. Não só isso, mas também é preciso cultivar a base de qualquer sociedade, a família. E veja bem que cultivar família não é ser "misógino" ou homofóbico. A estrutura social atual permite famílias com chefes do mesmo sexo, mesmo sob a ótica legal, uma vez que a união estável já garante status de casamento. Além disso, não há o que se discutir sobre igualdade entre homens e mulheres aqui, muito pelo contrário, há muito mais ferramentas que garantem direitos de mulheres do que de homens.

Cabe também mencionar a questão que voltou aos noticiários em pleno século XXI (apesar de Conservadores terem a tendência saudosista, são os Progressistas que a estão levantando), que é o racismo. Discutir igualdade entre negros e brancos é o mesmo que dizer que devemos considerar uma bola preta, bola, pois a bola branca é considerada bola por ser branca. Já há diversas leis que defendem negros e garantem a luta contra discriminação racial. Contudo, se essas leis não são respeitadas, aí cabe ao povo, no uso de seu poder democrático fiscalizar e cobrar as autoridades que sejam cumpridas as regras. E por mais que a analogia da bola possa parecer sem sentido, é justamente essa falta de noção que leva à discussão do racismo, excessos e radicalismos como o representado no grupo terrorista ANTIFA.

Quem conhece o mínimo de História, sabe que a luta contra autoritarismos estatais é uma premissa da  direita, que é alinhada com a liberdade de expressão e preservação dos costumes contra desmandos estatais que queiram censurar aquilo que relembra um contraditório ao poder instituído. Esse fato teve seu maior exemplo na luta contra o Fascismo e Nazismo na Segunda Guerra Mundial, com a direita incorporada pelos Aliados (EUA, França, Reino Unido, Brasil e outros países ocidentais). Posteriormente, contra os autoritarismos do Comunismo da URSS e mais a frente da China também foram (e ainda são repelidos em nome de nossa liberdade). Portanto, é absurdo falar que a direita que tem se levantado nos últimos anos após décadas de supressão progressista é antidemocrática ou intolerante. Apenas busca-se o verdadeiro debate democrático, não com dois lados da mesma moeda, como ocorria entre a Social-Democracia e a Esquerda mais radical. 

Dar voz sim ao Conservadorismo que preze pela liberdade individual é sim valorizar que cada pessoa deve seguir o que grandes nomes como Kant defendiam, além de entender a necessidade de preservar os costumes, a história e a cultura de uma sociedade nacional, com um Estado mínimo que deixe cada um buscar sua felicidade dentro da lei, e que sejam respeitadas a liberdade de religião, expressão, discordância, escolha de gênero, etc. Ser de direita é entender que não se pode suprimir opositores, mas é fundamental conviver com quem discorda de você.

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