A polêmcia Michel Temer x Joesley Batista - O porquê a renúncia é eticamente necessária.

A "bomba atômica" liberada pela delação do dono da JBS, Joesley Silva, expôs a figura política mais importante, e já fragilizada, do país atualmente (Michel Temer - Presidente da República). O Presidente Temer parece ter uma estratégia bem definida que é desqualificar o famigerado áudio que o gravou com o empresário da JBS. 

A OAB já anunciou que irá protocolar mais um pedido de impedimento do Chefe do Executivo pelo teor da conversa constatada no áudio entregue por Joesley Batista independente da existência de edição do áudio ou não. Para a organização, o tom da conversa fica claro, mesmo com as supostas edições, e portanto há materialidade suficiente para o impedimento do Presidente.

Porém, no meu entendimento, mesmo com a total inviabilização do áudio como prova, há motivo suficiente para a remoção do atual Presidente Temer. Para isso, é preciso entender que toda pessoa pública (principalmente como agente político) tem o dever sim com a ética no serviço público e com o povo que o elege. Dessa forma, eticamente é fundamental a um Chefe de Estado manter conduta livre de dubiedade ou manter conversas de cunho duvidoso - como a conversa já confessada por Temer -. Logo, o dever moral do Presidente seria sim a renúncia para que o país possa restaurar o mínimo de normalidade no cenário político.

O fruto da péssima qualidade do brasileiro na hora do voto

Ter uma Presidente impedida em virtude de infração de responsabilidade é algo plausível, porém prova como o povo não soube escolher uma líder capaz (e que vem se provando pela Lava-Jato que também era uma líder no mínimo conivente com práticas corruptas). Entretanto, a falta de conscientização do povo de que escolhe-se o Vice, assim como o Presidente titular, levou o então Vice-Presidente Michel Temer ser titularizado e agora ser acusado de crime de obstrução de justiça. Por que dois portadores do cargo mais alto do Executivo são tão impróprios para exercê-lo?

A resposta é: O povo não sabe escolher. O Brasil com uma população sem educação, sem ética no dia-a-dia, e desinformada por uma mídia parcial e em muitos momentos amadora, leva a escolhas tão grotescas como a que foi feita nas últimas eleições de 2014. Portanto, o eleitor precisa refletir seriamente sobre sua escolha no ano que vem para a nova eleição que se aproxima.

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